Rio das Ostras renegocia acordo para duplicação da RJ-106

A medida se torna necessária após a queda de 50 % em arrecadação de royalties pelo município

Com o objetivo de viabilizar a duplicação RJ-106 no trecho até Macaé, o prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, está renegociando com Luiz Fernando Pezão, vice-governador do estado do Rio de Janeiro, e com José Airton de Lacerda Martins, gerente geral da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Petrobras na Bacia de Campos (UN-BC), uma maior participação do poder estadual e da estatal nas obras da rodovia. De acordo com o prefeito, a medida se torna necessária após a queda de 50 % em arrecadação de royalties pelo município e pelo fato de se tratar de uma rodovia estadual muito utilizada pela Petrobras para suas atividades.

 “Entendo a importância dessa obra para o desenvolvimento da região e segurança dos nossos moradores e demais motoristas que trafegam por ela diariamente. Por esse motivo periodicamente nos reunimos com o governo do estado nos colocando à disposição para ajudá-los”, lembrou o prefeito, que justificou: “Estamos em um  momento financeiro em nosso município em que precisamos priorizar nossos gastos com as obrigações que nos cabem, como saúde e educação básica. A duplicação é fundamental e vamos ajudar, mas não podemos arcar com mais de 80% do custo da obra, o equivalente a mais de R$ 100 milhões”, afirmou o prefeito.

 Pelo projeto inicial, a duplicação em Rio das Ostras será do trecho entre Costazul até a divisa com Macaé. Segundo Paulo César Medeiros, secretário de Urbanismo e Obras, o assunto já foi tratado nas reuniões do Programa de Desenvolvimento Social de Macaé e Região (Prodesmar). “Nós já expusemos o nosso atual cenário econômico e adiantamos a nossa sugestão. Na semana que vem teremos outra reunião do Prodesmar e estamos organizando um encontro para levaremos a nossa proposta para a Petrobras, assim como para o governador do estado”, explicou Paulo César.

 O secretário ainda disse que, caso a nova divisão do custeio da obra não seja aceita por todas as partes, o município irá propor uma medida paliativa. “Estamos estudando a possibilidade de fazermos obras como mergulhões, viadutos, entre outros, nos entroncamentos que temos no município para facilitar o trânsito nos horários de pico. Mas essas obras não substituiriam a duplicação, que é fundamental”, concluiu.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social

Ronet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.