Rio das Ostras apresenta projeto de bioconstrução para técnicos de Casimiro de Abreu

Encontro entre Associação MARE e as prefeituras teve o objetivo de trocar informações a respeito da agroecologia

 

Técnicos da Secretaria de Agricultura e Pesca de Casimiro de Abreu estiveram na localidade de Cantagalo, na quinta-feira, dia 16, para conhecer o projeto-piloto de bioconstrução que está sendo desenvolvido por voluntários da Associação Meio Ambiente, Respeito e Esporte (MARE) com apoio da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio de Rio das Ostras.

O trabalho consiste na construção de uma cozinha, feita de barro para um produtor rural, através de uma técnica denominada hiperadobe, desenvolvida pelo iraniado Nader Khalili e melhorada por Fernando Pacheco, da Eco Oca do Espírito Santo.

De acordo com Marcelo dos Santos, representante da Associação MARE, a intenção é estimular a comunidade a construir sem causar impacto na natureza. Para complementar o projeto, a associação irá propor à comunidade a aplicação de técnicas de agrofloresta.

Para o turismólogo da Prefeitura de Rio das Ostras, José Francisco Matulja, o trabalho enriquece o turismo eco-rural. "As construções são tão interessantes que acabam virando atrativo turístico. E a construção é feita de forma ecologicamente correta, pois não causa impactos ambientais e é auto-sustentável", analisa Matulja.

Além de passar informações a respeito da bioconstrução para os técnicos do município vizinho, a intenção do grupo de Rio das Ostras era conhecer melhor o trabalho de agrofloresta, já implantado em 20 propriedades de Casimiro.

"É importante que a comunidade desenvolva núcleos de agroecologia, que abriga as idéias da bioconstrução e da agrofloresta. A idéia é fazer um trabalho de respeito à natureza, que associa a economia, meio ambiente e o social", destaca o técnico agrícola da Prefeitura de Casimiro de Abreu, Hélio Santos.

O produtor rural Evaldo Pessanha, que aceitou a proposta do grupo para construção da cozinha a partir da bioconstrução, está satisfeito com o resultado. "Fizemos um orçamento há dois anos e para construir uma cozinha teria que gastar R$ 10 mil. Com o trabalho do grupo, nossos gastos não chegarão a R$ 1 mil", conta.

FUTURO- O próximo passo que será dado pela associação MARE e a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio será reunir os produtores de Cantagalo para que conheçam melhor o projeto. A partir do encontro, será feito um levantamento para verificar quais deles têm interesse em implantar o projeto de agroecologia em suas propriedades.


FONTE: Secretaria de Comunicação Social

Ronet

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