Escola Municipal é selecionada pelo segundo ano consecutivo para feira estadual de Ciência

Projeto escolhido resgata raízes da zona rural da cidade

Um projeto desenvolvido na Escola Municipal Professora Marinete Coelho de Souza, localizada em Cantagalo, na zona rural de Rio das Ostras, foi selecionado para III Fecti – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação. Esta é o segundo ano consecutivo que a escola participa da feira e, desta vez, o trabalho escolhido é sobre "A cura pelas ervas: raízes, tratamento e resgate histórico", desenvolvido pelos alunos da 8ª série do Ensino Fundamental. O evento será realizado neste sábado e no domingo, dias 8 e 9 de setembro, no Museu da República, no Rio de Janeiro.

 

"Os alunos estavam trabalhando o resgate da história de Cantagalo e, conforme foram pesquisando, descobriram que muitas pessoas da localidade utilizam ervas e raízes como medicamentos", conta a diretora da escola, Ana Maria Machado. "Para desenvolver o projeto, os alunos fizeram entrevistas com os moradores mais antigos e, inclusive, com alguns 'raizeiros'", explica.

Selecionado para a Fecti na categoria Trabalhos de 8ª série, o projeto está sendo desenvolvido pelo professor de História, André Nogueira, e conta com o apoio da professora de Português, Patrícia Luz Vieira. Os alunos Leandro Barreto, Queite da Silva e Moriane Xavier vão apresentar o trabalho durante a feira, um evento anual da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Fundação Cecierj – Centro de Ciências e Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro.

Raízes – Nascido em Cantagalo, Leandro Barreto, de 17 anos, aprendeu a usar as ervas medicinais desde criança. "Minha avó, que tem 87 anos, sempre teve plantas e raízes no quintal que utilizava para preparar chás e xaropes quando alguém ficava doente", conta o estudante.

A estudante Queite da Silva, de 14 anos, também convive com as plantas medicinais desde criança. "Um vizinho meu é 'raizeiro' e sempre nos indicava algum remédio a base de plantas", lembra.

Para a estudante Moriane Xavier, no entanto, foi diferente. "Moro na zona rural há 5 anos e não tinha noção que as ervas podiam ser usadas como medicamentos. Aprendi que o confrey é indicado para quem têm câncer e erva-cidreira serve como calmante", conta a aluna de 14 anos.

Com o projeto, além de resgatarem o uso das plantas medicinais, os alunos puderam conhecer mais o trabalho de cestaria, vassouras de bambu amarrado com cipó e a Casa de Farinha, que fazem parte da história e da cultura da zona rural riostrense.

FONTE: SECOM – PMRO. 

Ronet

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