Prefeitura de Rio das Ostras atua na prevenção e controle da esporotricose

Doença causada por fungo pode atingir humanos e animais

No último final de semana, equipes da Vigilância em Saúde e do Programa de Saúde Animal – PSA, da Prefeitura de Rio das Ostras, deram início a uma série de ações nas localidades para conscientizar a população sobre os riscos da esporotricose. A doença, causada por um fungo, atinge humanos e animais. A primeira ação, em parceria com a Universidade Federal Fluminense – UFF, aconteceu no Mar do Norte, onde os profissionais distribuíram material informativo e conversaram com moradores, de casa em casa. Também houve agendamento de castração e recolhimento de animais para tratamento.

A equipe levou dois trailers ao local e visitou as residências. Foi coletado material para diagnóstico dos especialistas da UFF. Também foram agendadas mais de 30 cirurgias de castração de cães e gatos.
Dangiza Borges, moradora de Mar do Norte, levou seu gato para ser examinado. Ela já teve um animal de estimação morto, em 2011, por esporotricose. A moradora chegou a ser contaminada e tomou medicamento durante três meses, tempo mínimo de tratamento; quando a doença ainda é detectada no início de seu desenvolvimento.
\”Essa ação é essencial. Se na época tivesse esclarecimento sobre a doença, teria salvado a vida do meu gato e, com certeza, eu não teria pego a doença. Eu tratava as feridas, mas não saravam. Em 2012, outro gato ficou doente, mas como já tinha passado pela experiência, o tratamento foi logo no começo e ficou tudo bem\”, explicou Dangiza.
PLANO DE CONTROLE – Nesta semana, a Prefeitura publicou um decreto em Jornal Oficial criando o “Plano de Controle e Tratamento da Esporotricose”, com a finalidade de controlar e tratar a população de cães e gatos errantes e semidomiciliados infectados pelo fungo transmissor da doença. Os animais doentes podem ser encaminhados ao Programa de Saúde e Bem-Estar Animal, da Secretaria do Ambiente, para tratamento.
Rio das Ostras é o único município da Região a contar com uma linha organizada de cuidado e atenção em esporotricose, envolvendo as secretarias municipais do Ambiente, de Saúde, a UFF e a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz (entidade de referência para o tratamento complementar). Para atendimento a pessoas com a doença, a Rede Municipal de Saúde possui dermatologista e infectologista especializados, além de oferecer o diagnóstico laboratorial e a medicação gratuita, disponível na Farmácia Municipal. A Vigilância em Saúde também acompanha o andamento de todos os casos da doença em seres humanos, até sua cura completa.
ESPOROTRICOSE – Causada pelo fungo Sporothrix schenkii, a esporotricose pode ser contraída pelo contato com a terra, ferimento em espinhos, arranhão ou mordida de gatos doentes ou ainda pelo contato com as lesões provocadas na pele pela doença. Nos humanos, a micose causa feridas nas mãos, braços e pernas. No gato, a doença se manifesta pelo aparecimento de feridas úmidas pelo corpo. O cão também é suscetível a esse mal, que causa lesões no focinho ou no corpo, parecendo um ferimento comum.
CUIDADOS – Segundo o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fiocruz, desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais. Uma vez que há tratamento simples e gratuito para esse mal, o Instituto alerta a população para que não abandone, maltrate ou sacrifique seu animal com suspeita da doença. Basta procurar o atendimento adequado e informações sobre os cuidados, sem colocar em risco à saúde.

FONTE:
Secretaria de Comunicação Social
Departamento de Jornalismo

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Ronet

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