Prefeito pede estudo para solucionar problema de avanço do mar

Estudo será feito por empresa de engenharia e deverá estar pronto em um mês

 

O prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto, solicitou na última quarta-feira, dia 26, juntamente com o secretário de Urbanismo, Obras e Serviços Públicos, Paulo Villaça, um estudo sobre a situação do avanço do mar na Praia da Tartaruga à empresa de engenharia Franchini & Vivas. Os técnicos da empresa, ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), estiveram no local para fazer uma avaliação prévia da situação. A previsão é que o relatório fique pronto em um mês.  

Carlos Augusto ressaltou que, com o estudo em mãos, ele poderá avaliar os benefícios do projeto para o município. "A ação deverá ser realizada após uma avaliação minuciosa e precisa ser eficaz. Com o relatório saberemos qual a melhor forma de solucionarmos o problema", disse o prefeito. O principal objetivo, segundo afirmou, é resgatar parte da faixa de areia da Praia da Tartaruga e da Praia do Abricó. "Com a recuperação poderemos dar aos moradores dessa área mais uma alternativa de lazer. E os imóveis, que correm risco, serão preservados", frisou.

De acordo com o diretor técnico da empresa, José Carlos da Fonseca, o empenho do prefeito é fundamental. "Hoje em dia, o prefeito tem como mostrar à população que essa questão é cíclica e que é preciso solucioná-la de forma técnica", destacou o engenheiro. A simulação das conseqüências será feita por um programa do INPH, que avalia os riscos e conseqüências no litoral do município.

O problema do avanço do mar tem sido freqüente em todo o litoral brasileiro, segundo Fonseca, que citou como exemplo na praia de Atafona, em São João da Barra e município de Marataízes, no Espírito Santo. Na região, o diretor técnico ressaltou que o agravante está associado ao assoreamento dos Rios São João e Macaé é um agravante. "O acúmulo de material sólido no fundo dos rios altera as correntes marítimas e agrava a situação", afirmou o técnico.

Conseqüências relacionadas a fenômenos como o aquecimento global, também foram citados por Fonseca. "Esse não é uma situação localizada, e sim do planeta. Toda a América do Sul sofre atualmente com a erosão. E podemos citar a África, que está sendo assoreada", avaliou.  

 

FONTE: SECOM – PMRO. 

Ronet

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