Semana de Luta Antimanicomial é marcada por atividades inclusivas
Rio das Ostras montou programação com atividades educativas e de conscientização e ainda celebrou os 19 anos do CAPS II
A Secretaria de Saúde de Rio das Ostras promoveu uma programação especial para celebrar a Semana de Luta Antimanicomial, com atividades educativas, de conscientização e integração, envolvendo as pessoas atendidas pelas unidades de Saúde Mental, profissionais de saúde e população.
Na quinta, 21, na Sede da Prefeitura, no loteamento Atlântica, servidores municipais e a população puderam apreciar pinturas e desenhos feitos pelos pacientes do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS e do CAPSi – Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil.
A exposição também contou com peças artesanais elaboradas pelas pessoas atendidas nessas Unidades, como chaveiros, bolsas de crochê, panos de prato, flores de materiais reciclados e até brinquedos. Os produtos foram criados durante as oficinas terapêuticas. A musicoterapeuta Tainá de Souza teve a companhia dos usuários do CAPS para levar música ao público.
Na ocasião, os técnicos da Saúde Mental percorreram os departamentos da Prefeitura e distribuíram materiais informativos, conversando com servidores e a população sobre a importância da Saúde Mental e da inclusão dos pacientes no meio social e fortalecimento de vínculos como parte do processo terapêutico.
A programação ainda contou com entrevista com a subsecretária de Atenção Especializada, Deiva Motta, e do coordenador de Saúde Mental, Alessandro Barbosa, na rádio local, no Dia da Luta Antimanicomial, 18 de maio.
No dia 19, terça, um evento comemorativo celebrou os 19 anos do CAPS II, com uma festa organizada pelos técnicos da Unidade e usuários.
“Celebrar mais um aniversário do CAPS II é reconhecer a força do trabalho comprometido, humano e acolhedor desenvolvido diariamente por toda a equipe do serviço. Meu agradecimento e admiração a cada profissional que, com dedicação, sensibilidade e responsabilidade, contribui para a construção de um cuidado em liberdade, pautado no respeito, na escuta e na defesa da vida. Parabenizo todos pelo excelente trabalho realizado e pela importância que o CAPS II representa para a Saúde Mental do nosso Município”, diz Alessandro Barbosa.
CUIDADO SEM EXCLUSÃO – O CAPS tem um papel central na Luta Antimanicomial. Sua principal função é oferecer cuidado de forma humanizada e integral, ajudando os pacientes e suas famílias. O CAPS é importante para fazer a articulação do cuidado, em forma de rede, inserindo essas pessoas nos locais que necessitam e desejam, seja no Município ou fora dele.
“Nosso papel na Luta Antimanicomial é promover cuidado em liberdade e inclusão social, fazendo com que os usuários possam ocupar diferentes espaços no território, além de evitar internações desnecessárias”, explica a coordenadora técnica do CAPS II, Priscilla Messeder.
O CAPS realiza aproximadamente 2500 atendimentos mensais, com cerca de 800 usuários ativos cadastrados. A Unidade promove uma série de atividades terapêuticas, entre elas, a Rádio CAPS, oficina de vídeo, Grupo de Gestão Autônoma da Medicação, oficinas de artesanato e as rodas de conversa, que acontecem diariamente. A Unidade oferece atendimentos individuais de forma pontual, além de atividades externas e visitas domiciliares.
A equipe do CAPS é multiprofissional, composta por nutricionista, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, técnico de enfermagem, médicos psiquiatras, além dos profissionais de apoio e administrativo.
CAPSi – A Rede de Atenção Psicossocial de Rio das Ostras conta também com um CAPSi, que atende crianças e adolescentes de 3 a 18 anos incompletos, com transtornos psíquicos de moderado a severo, incluindo pessoas dentro do espectro autista, com TDH, com dificuldades de adaptação à escola, que fazem uso de substância psicoativas, entre outros, que são acompanhados a partir de um projeto terapêutico individual, de acordo com cada caso.
“O CAPSi traz essas crianças e adolescentes para a sociedade. Pessoas que em outros tempos seriam trancados em casa ou em hospitais e que têm direito de ocupar espaços onde todos estão. Trabalhamos a questão da inclusão também com eles e com a sociedade. Muitas pessoas dizem que antigamente não se via tantas crianças e adolescentes com transtornos, mas é porque elas não estavam visíveis, elas estavam excluídas”, explica a psicóloga Rosamaria Domingues, do CAPSi.
MOÇÃO DE APLAUSOS – Como reconhecimento ao trabalho desenvolvido, no último dia 20 de maio, o Ambulatório de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde, recebeu uma Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Rio das Ostras.
A honraria destaca o profissionalismo e a dedicação do corpo técnico e o papel do Ambulatório na promoção da dignidade humana, inclusão social, cuidado emocional e fortalecimento das políticas públicas de Saúde Mental.
